EQUIPAMENTOS PARA TODOS OS ORÇAMENTOS
Sérgio Izecksohn
O músico brasileiro, especialmente nos grandes centros urbanos, tem hoje muitas opções para montar o seu estúdio caseiro de gravação. As lojas de música e de informática oferecem diferentes tecnologias, todas apresentadas como sendo a última palavra. Áudio gravado em fita analógica ou digital? MIDI? Gravação no computador? Em meio a tantas variáveis, nem sempre é fácil escolher o melhor caminho. E depois de escolhido o meio de gravação, ainda restam muitas opções de cada item, até chegar o momento de apertar as teclas PLAY e REC. Neste artigo, estaremos mostrando as diversas tendências, buscando ajudá-lo a escolher os equipamentos e programas do seu estúdio de gravação.
Montar
um home studio implica em equilibrar uma série de fatores. De acordo com os
objetivos, capital, espaço, clientela ou necessidades pessoais, surgem inúmeras
opções para quem vai “se equipar”. Nada é pior que constatar erros de
planejamento depois de realizado o investimento, como a compra de aparelhos
desnecessários ou obsoletos. Agora, com a instabilidade do real frente ao
dólar, o custo de uma escolha equivocada se multiplicou. Antes de comprar,
devemos colocar na balança todas as necessidades e possibilidades, e aí fazer
uma lista de todos os itens, com modelos e preços compatíveis.
Existem estúdios de
todos os tamanhos, com uma infinidade de configurações. Cada um tem seus
recursos, seu mercado, sua vocação. Para facilitar as coisas, classificamos os
home studios em três níveis: básico, intermediário e avançado.
Em todos esses níveis, mantemos os mesmos conceitos quanto aos recursos
utilizados para gravação e mixagem. O que varia de um nível para outro é a
complexidade e a versatilidade desses recursos, o que geralmente (mas nem
sempre) influencia a qualidade do som.
Muito mais
importantes que o uso de máquinas e programas de última geração são o talento e
a experiência de quem os opera. Um produtor talentoso, com a curiosidade
permanente de buscar novas soluções, pode tirar o maior som de um pequeno
estúdio, enquanto um outro, mais burocrático, é capaz de fazer uma mega-estação
de trabalho soar como uma lata.
Esses estúdios podem
gravar somente áudio, mas é bastante comum a presença de um sistema MIDI, com
sintetizadores seqüenciados. Alguns estúdios que só produzem música eletrônica
têm no sistema MIDI o seu ponto forte. Unidos, os recursos de gravação de áudio
e de seqüenciamento MIDI expandem em muito as possibilidades de qualquer sala
de gravação ou produção.
Todo estúdio, de qualquer
nível, opera com os seguintes itens:
Áudio:
·
Microfones
·
Mesa
de som
·
Monitores
·
Gravador
multipista
·
Gravador
estéreo
·
Processadores
de efeitos (reverber e outros)
·
Processadores
de dinâmica (compressores e outros)
·
Processadores
de timbre (equalizadores)
·
Cabos
de diversos formatos
MIDI:
·
Seqüenciador
·
Instrumento
controlador (teclado ou outro)
·
Módulos
geradores de som (sintetizadores e samplers)
·
Cabos
MIDI
Diversos desses
componentes de áudio e MIDI podem se apresentar como reais (“físicos”) ou
virtuais, em forma de programas de computador.
Podemos compreender a
utilização de todos esses itens levando em conta os 3 níveis em que
classificamos os home studios. Vamos definir, primeiro, em que consistem esses
três níveis.
O home studio básico,
iniciante, pode começar usando um ou dois microfones dinâmicos com
pedestais, uma mesa de som de 8, 12 ou 16 canais, amplificador e caixas
acústicas (no início, que sejam as melhores possíveis). O gravador multipista
pode ser um porta-estúdio (gravador de 4 ou 8 pistas com mixer) em cassete, MD
ou HD, ou um sistema de gravação no PC, com uma placa de som, um programa de
gravação multipista e um HD de tamanho razoável. O gravador estéreo pode ser um
deck cassete ou um MiniDisk. Um ou dois reverberadores ou multiefeitos (alguns
porta-estúdios e programas de gravação já vêm com um bom kit de efeitos
incluído) e os cabos apropriados completam a seção de áudio. O estúdio MIDI
deste nível usa um seqüenciador (no PC ou em hardware) e um sintetizador
multitimbral. Este pode ser um rack ou um teclado, que pode conter o
seqüenciador. Neste caso, o teclado (workstation) agrega sozinho todos os itens
do sistema MIDI. Eventualmente, alguns estúdios começam usando o sintetizador
da placa multimídia. Este estúdio custa cerca de 4 mil dólares e você pode ir
adquirindo os equipamentos aos poucos, usando os que já possui. Se for só de
áudio ou só MIDI, pode custar cerca da metade.
O estúdio intermediário
usa um sistema de gravação de áudio digital em oito ou 16 pistas, em fita (1 ou
2 ADATs) ou em hard disk. Neste caso, pode ser via computador, com um software
de gravação e uma interface de áudio ou placa de som multicanais de 20 bits; ou
pode gravar em HD com um porta-estúdio digital, dispensando o computador. A
gravação em HD é mais cara que os gravadores de fita, trazendo contudo muitos
recursos de edição. Os outros itens de áudio são: microfones a condensador e
dinâmicos, para vozes e instrumentos; amplificador e monitores de referência;
reverberadores, compressores, noise gate, equalizador; uma mesa de 16 ou 24
canais com conectores XLR; um DAT e/ou gravador de CD. O sistema MIDI inclui:
controlador; módulos de som multitimbrais (sintetizadores, samplers); interface
MIDI/Sync multiportas para ligar os teclados ao computador e para sincronizar o
computador ao gravador multipista; programa seqüenciador (muitas vezes, é o
mesmo programa que grava as pistas de áudio). Se o áudio é gravado fora do
computador, qualquer micro pode ser usado como seqüenciador MIDI, sem
requisitos mínimos de configuração. Basta sincronizá-lo ao gravador multipista.
Um projeto de isolamento e tratamento acústico melhora a gravação e a mixagem.
Estes recursos permitem boas gravações para CDs independentes ou publicidade e
têm um custo em torno dos 10 mil dólares.
O home studio avançado,
apto a oferecer qualquer serviço de gravação profissional, utiliza, pelo menos:
uma mesa de gravação digital ou analógica com 32 ou mais canais de
entrada/saída e oito submasters, automação, patch bay; um sistema de gravação
digital (24 pistas ou mais) em fita (3 ADATs) e/ou hard disk de computador;
dois sistemas de monitoração com amplificadores e caixas profissionais para
gravação e mixagem; diversos processadores (racks e plug-ins), como
equalizadores, compressores, noise gates, reverberadores, multiefeitos,
enhancers e outros; distribuidores para uns 10 headphones; diversos microfones
a condensador e dinâmicos para vozes e instrumentos e cabos de qualidade. O
sistema MIDI acrescenta: uma interface de oito portas e sincronização com vídeo
para o Pentium ou o Mac; instrumentos controladores, sintetizadores e samplers
profissionais com vasta coleção de sons. A bateria pode ser acústica
(microfonada) e/ou trigada ao sampler. O tratamento acústico deve ser realizado
por um especialista. Este estúdio é o sonho de consumo de todo músico e todo
produtor. Sonho realizado por aqueles que podem desembolsar entre 25 e 100 mil
dólares para montá-lo. Daí para cima, saímos da categoria de home studios. Os
maiores estúdios brasileiros chegam a custar mais de 10 milhões de dólares!
Caminhos do som. Numa gravação o áudio
passa por 5 etapas: captação, armazenamento, processamento, mixagem e
masterização. Os equipamentos usados em cada fase estão sempre conectados à
mesa de som, o coração do sistema. Vamos compreender cada fase e os recursos
utilizados.
A captação dos
sons é uma das etapas mais delicadas. Microfonar um cantor ou um instrumento é
uma arte, da qual depende a sonoridade final da gravação. O estúdio pessoal,
sem o custo/hora do estúdio alugado, permite uma experimentação maior, segredo
de um bom som. Os microfones dinâmicos, apropriados para os sons percussivos e
potentes, podem ser adotados pelo estúdio básico para uso geral, já que sua
resposta mais dura disfarça um pouco a ausência do isolamento acústico. Para
voz, o microfone deve estar a poucos centímetros da boca do cantor, com cerca
de 45º de inclinação. Nos estúdios intermediário e avançado, com acústica
tratada, usamos microfones a condensador, alimentados pelo phantom power
da mesa, para captar vozes, pratos, percussões leves, cordas em geral e
madeiras (sopros). Os microfones dinâmicos captam tambores, metais (trompete,
trombone) e alto-falantes de guitarra. Aponte cada microfone para a fonte do
som, desviando-o de ruídos gerados pela pressão do deslocamento do ar. Os
dinâmicos ficam a poucos centímetros da fonte, enquanto os condenser
podem ser colocados mais de longe. O ambiente também determina a sonoridade
captada. Experimente tocar e cantar em vários pontos de sua sala até encontrar
o melhor som. Verifique a polaridade (área de captação) do microfone, para
evitar vazamentos de som. O cardióide capta numa só direção; o figura-de-8
é bidirecional, captando sons pela frente e por trás; o omnidirecional
atua em todas as direções. Compare os sons obtidos em diversas posições, se
possível com vários microfones, e grave a melhor opção. Use cabos XLR (Canon),
se sua mesa tiver esses conectores. Senão, use plugues banana balanceados.
Armazenamento. Cada som captado vai,
através do microfone, para um canal de entrada da mesa, e dali é enviado por um
canal de saída até um gravador (ou placa de som/programa de gravação), onde
será armazenado em uma pista. Qualquer canal de entrada pode ser endereçado por
qualquer saída para uma pista. Esta pode conter um ou vários sons, sendo que os
sons gravados juntos não poderão mais ser tratados em separado até o final do
trabalho. Daí a necessidade de várias pistas. Podemos gravar os sons simultânea
ou separadamente nas pistas. Para ouvi-las (monitorar e mixar), as saídas do
gravador ou placa de som são enviadas até outros canais de entrada da mesa
(aqui chamados ‘canais de retorno do gravador’). Na hora de gravar cada pista,
precisamos de, pelo menos, dois canais de entrada na mesa: um (ou mais) de
entrada do(s) microfone(s) ou instrumento(s) e outro de retorno da gravação,
para monitoração, o mesmo canal que vai ser mixado aos outros, mais tarde. Por
isso, a quantidade de canais da mesa deve ser o dobro do número de pistas de
gravação.
O gravador multipista
pode ser analógico ou digital. Analógicos são os gravadores de fita de rolo ou
cassete, como os porta-estúdios de 4 ou 8 pistas. Os gravadores digitais podem
ser de fita de vídeo (ADAT, DA88) ou disco. Em disco temos gravadores em
hardware (usando HD, Zip Disk ou MD) ou em software. Um programa
de gravação multipista em HD, junto com uma placa de som multicanais,
transforma seu computador num poderoso gravador e editor de áudio. A escolha do
formato depende do estilo e do orçamento de cada um. Mas a tendência
predominante tem sido a gravação por software. As interfaces de 8 canais, para
estúdios básicos, intermediários e avançados, têm caído bastante de preço. Se
for sua opção, use hard disks SCSI, que gravam mais pistas por serem mais
rápidos que os HDs do tipo IDE. A placa de som é conectada à mesa da mesma
forma que os gravadores em hardware.
Processamento. O som é modificado
por diversos tipos de aparelhos, como reverberadores, compressores e
equalizadores, cada um com uma diferente finalidade. O reverber cria ambientes
acústicos apropriados a cada som, definindo a sua profundidade no campo
auditivo. O compressor reduz a variação da dinâmica de cada som, evitando altos
e baixos de volume e ajudando a fixar a posição de cada instrumento ou voz. Com
o equalizador, ajustamos cada timbre, definindo melhor a sua coloração. Na
verdade, há inúmeros outros processadores, mas os três citados, os mais usados,
representam as três diferentes famílias de processadores: de efeitos, de
dinâmica e de timbre.
Os efeitos (reverber,
eco, chorus e outros) são conectados aos canais auxiliares da mesa e servem
simultaneamente a todos os canais. Ou seja, o mesmo processador pode ser usado
por vários canais em diversas intensidades. Por exemplo, com o mesmo
reverberador podemos aplicar muito efeito na voz e pouco no violão, deixando-o
mais seco. Em cada canal da mesa, controlamos a intensidade do efeito pelo seu
próprio botão auxiliar. Geralmente há vários auxiliares nos canais, cada um
controlando um diferente aparelho.
Como pode um mesmo
processador de efeitos afetar diferentemente vários sons ao mesmo tempo?
Entendendo o caminho do sinal sonoro, vemos que não é mágica. É até simples: a
mesa tem uma saída (ou várias) chamada auxiliar send ou “mandada de
efeitos” e uma entrada auxiliar (ou várias) denominada auxiliar return
ou retorno dos efeitos. Uma cópia do som de cada canal é enviada através da
mandada, dosada pela posição do botão auxiliar. Se, por exemplo, abrimos muito
o botão no canal da voz e pouco no canal do violão, a saída auxiliar terá muito
mais som de voz que de violão, mesmo que nos canais os dois sons estejam com o
mesmo volume. Conectamos a saída auxiliar na entrada do processador de efeitos.
A saída do processador é conectada ao retorno auxiliar, enviando o som já
processado de volta à mesa. O resultado é que ouvimos três sons: voz, violão e
reverberação de voz (muita) e violão (pouca). Contudo, nosso ouvido não separa
os sons secos de seus efeitos. Ouvimos a voz com muito efeito e o violão quase
seco, usando um único processador.
Os processadores de
dinâmica e os equalizadores são conectados à mesa de outra maneira. Esses
aparelhos atuam sobre um canal de cada vez e podem acrescentar ou subtrair
detalhes do som. Como um equalizador reduzindo os agudos de um instrumento. Não
se trata aqui de acrescentar um efeito ao som, mas de modificar sua natureza.
Por isso, além de ser processado individualmente, cada som tem que ser
substituído pelo som processado, em vez de ser somado a um efeito. Por isso, em
vez dos canais auxiliares, usamos os inserts. Esta é uma conexão de entrada e
saída, presente em cada canal. O insert usa um cabo especial, bifurcado em “Y”,
com um conector estéreo numa ponta e dois mono nas outras. O plugue estéreo
entra no insert de um canal, enquanto os outros dois se ligam à entrada e à
saída do processador. Na realidade, o conector estéreo plugado à mesa usa suas
duas vias em mão dupla: entrada e saída. Ao ser conectado ao insert do canal,
corta o som original, envia esse som ao processador e devolve o som processado
ao mesmo canal.
O processamento pode
ocorrer no momento da gravação, quando registramos o sinal sonoro já tratado,
ou na mixagem, quando aplicamos efeitos, compressão e equalização aos sons
gravados. A vantagem do segundo caso é que podemos comparar todos os sons ao
processá-los, evitando excessos irreversíveis. Esses processadores podem também
se apresentar como programas de computador, afetando o áudio gravado no hard
disk.
Mixagem. Após gravarmos todos
os sons nas diversas pistas, temos que misturá-los numa gravação estéreo com a
sonoridade definitiva. Usamos a mesa para mixar e processar os sons e enviá-los
para o gravador estéreo. As saídas do gravador multipista ou placa de som são
enviadas aos canais de entrada da mesa. As saídas estéreo da mesa são
conectadas ao gravador estéreo. Enquanto na gravação nos preocupamos com a
qualidade da captação e do armazenamento, na mixagem nivelamos os instrumentos
e vozes de acordo com o arranjo musical, posicionando-os no campo auditivo estéreo
e realçando timbres e efeitos.
Masterização. Masterizar significa
simplesmente armazenar o produto final (som estéreo) num determinado meio de
gravação, como um CD, uma fita DAT, um MiniDisk ou até uma fita cassete. Na
pré-masterização cuidamos para que as várias músicas mixadas soem com unidade
quando reunidas num disco, por exemplo. É preciso definir a ordem das músicas,
o tempo entre elas, tirar ruídos, cortar seu início e final e, eventualmente,
comprimi-las. Podemos usar os mesmos processadores adotados para a gravação,
mas os programas de edição de áudio são imbatíveis nesta última etapa do
trabalho, com seus inúmeros recursos de edição. Com um gravador de CDs, as
músicas já ficam prontas dentro do computador para serem reunidas como produto
final. Daí, é só mandar o CD para ser copiado numa fábrica.
Monitoria. Durante todas as
etapas, precisamos ouvir o que está sendo gravado. A saída master estéreo da
mesa é conectada ao amplificador que alimenta os monitores. Muitos desprezam
este item fundamental que orienta o produtor nas suas ações. Mal monitorada,
uma boa gravação pode ser desperdiçada, soando irreconhecível em outros
equipamentos. Procure usar amplificadores e monitores de referência, especiais
para gravação e mixagem. Quando microfonados, cantores e instrumentistas se
ouvem através de fones de ouvido, também ligados às saídas da mesa.
MIDI. O estúdio cresce
muito em recursos quando conjugado a um sistema MIDI. Com um seqüenciador (de
preferência em software) sincronizado ao gravador multipista, os instrumentos
eletrônicos não precisam ser gravados nas pistas de áudio. Seus sons vão direto
para os canais da mesa, onde se juntam aos sons das pistas gravadas na
monitoração e na mixagem. Mesmo que seu gravador não tenha muitas pistas, basta
que a mesa tenha canais suficientes para conectar os teclados. O estúdio ganha
vários novos canais. Fora isso, a edição dos eventos MIDI dos sintetizadores
seqüenciados permite experimentarmos inúmeras sonoridades a qualquer momento,
sem precisar regravar esses instrumentos.
O instrumento
controlador MIDI (teclado ou outro) envia tudo o que tocamos até o seqüenciador
em forma de dados, através do cabo MIDI. Depois, o seqüenciador “toca” os
sintetizadores e samplers ao vivo, enviando para eles os mesmos dados. As
saídas de áudio dos instrumentos ficam conectadas aos canais da mesa, enquanto
o seqüenciador se mantém sincronizado ao gravador multipista. Mesmo nos
programas que conjugam gravação de áudio e MIDI não é necessário gravar os sons
dos teclados. Poupamos pistas e espaço em disco mantendo os instrumentos
eletrônicos seqüenciados. Eles serão mixados normalmente às demais pistas, já
que estão ligados à mesa lado a lado com as pistas gravadas.
Muitos instrumentos
podem ser substituídos por sons eletrônicos. O sistema MIDI acrescenta
versatilidade ao estúdio, além de expandir seus canais.
Conclusões.
São
muitas opções em cada item do estúdio, e todas são boas, dependendo só de suas
necessidades e possibilidades. Os diversos itens devem ser compatíveis entre
si. De nada adianta, por exemplo, investir num super gravador e economizar
escolhendo uma mesa de poucos recursos. Vale começar com um estúdio mais
simples e depois ir evoluindo de acordo com a sua trajetória. O que importa é
fazer um projeto coerente, analisando o que é preciso adquirir a partir de suas
condições e objetivos.
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